sábado, 7 de março de 2009

Matéria sobre Cães na Superinteressante - 1a parte

Saiu na Super deste mês:

Tratar nossos bichinhos como gente, pode matá-los.

Tudo bem, o sensacionalismo da chamada é isca pra vender revista, mas a matéria foi eficiente, apesar de falhar na explanação do tema central.
Em resumo: cães são lobos que aprenderam que ficando perto das concentrações de gente, seria mais fácil sobreviver. Desta forma foram se aproximando cada vez mais de nós e de nossos lixos.
Não todos, é verdade. Os lobos que ainda são lobos descendem dos que mantiveram suas motivações primitivas, como a caça. Poderíamos pensar que os cães são lobinhos sem-vergonha? Sim.

De acordo com cientistas, a carinha fofa destes bichinhos estimula a liberação em nosso organismo do mesmo hormônio que é lançada quando as mães dão de mamar aos nenéns - a ocitocina. Ela é quem nos deixa falando daquele jeito bobo e meloso. E quanto mais filhotes os cãezinhos, mais apaixonados ficamos. Isso explica - mas não justifica - porque muitas pessoas, irresponsavelmente - levam filhotes para casa e devolvem ou abandonam dias depois...
Mas o homem, egoísta, resolveu "apurar" as raças e deixar os cães cada vez mais esquisitos, como fizeram com o pug ou o bulldog, brincando de cientistas...Estes cães, e muitos outros, carregam verdadeiros defeitos genéticos exaltados como símbolo de pureza da raça. São raças que tem problemas respiratórios, dermatites de contato, problemas na coluna e muitos outros males atribuídos pela mão do ser humano, e não da natureza. Pra piorar, o desenvolvimento de novas raças ou mesmo a comercialização indistinta de criadores, promove o cruzamento entre pais e filhos, irmãos ou animais de parentesco próximo, aumentando a probabilidade de doenças genéticas.
Atualmente, o Kennel Club International, proíbe este tipo de cruzamento e fiscaliza criadores e ninhadas. Porém...somente nos EUA. Aqui no Brasil foi falado que a partir de junho o Kennel adotará semelhante medida. Eu não acredito.
O Kennel Club do Brasil é uma instituição que serve apenas para comercializar a emissão de pedigrees. Eu já fui criadora de Setters Irlandeses - uma bela e doce raça - e na ocasião de cobertura da Ferry Cabeça de Matilha com um cão do canil Bulcano, não havia ninguém do Kennel. Os filhotes nasceram e só então houve o registro. Estranhei a ausência de qualquer membro do Clube e, mais tarde, descobri que os Cabeça de Matilha eram aparentados dos Bulcanos.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A importância dos cheirinhos...


Que os cães têm o olfato muito mais desenvolvido que o nosso, todo mundo sabe... Mas o que é interessante é compreender porque eles ficam tão louquinhos aos sairem pra passear, ou ficarem soltos no ParCão...
O focinho dos nossos queridos é composto por mais de 600 tipos de células que estimulam o desenvolvimento cognitivo dos bichinhos... Portanto, quando eles se prendem a cheiros e locais suspeitos, estão exercitando o cérebro... exatamente como nós fazemos ao estudar, ler ou fazer palavras cruzadas...

Privá-los dessas "sensações"´não é nada legal... se você quer um pet mais inteligente, deixe-o cheirar à vontade!!!
Outra coisa que é legal: "puxar" a guia quando eles "empacam" em alguns lugares... Poxa, gente, é a hora deles... Sabemos que quem freuquenta o ParCão tem em comum o amor pelos animais, mas às vezes agimos sem pensar, não respeitando a vontade deles... É como se nossos companheiros nos puxassem sempre que encontramos alguma coisa muito bacana pra ver e "reconhecer"... Vc já foi ao shopping e, justamente quando encontrou o que procurava, sua companhia puxou você pelo pescoço????

Não vale, né? Lição de casa: adultos, repassem esta informação aos seus filhos, sobrinhos... enfim, aos pequenos que adoram levar os bichanos nas coleiras...
Ter um pouquinho de paciência é o mínimo que podemos dar em troca...

Parcão. O lugar mais humano de Curitiba.


Essa coisinha fofa aí em cima é a Loló... Uma lingüicinha não muito autêntica que é a minha vida...
Invariavelmente estamos pelo ParCão aos domingos... e em outros dias menos alegres e, portanto, com menos cachorros... O problema é que a Loló tem pavor de cães.
Digo que ela me leva para passear pois, enquanto "ela" observa a grande movimentação de "cachorros-nem-aí" com seus donos, finamente sentada em meu colo, eu me transformo em um ser bobo que permanece o tempo todo deslubrado com os truques mais simples e comuns de qualquer canino. Na verdade, acho que o cachorro desta dupla sou eu... Mas tudo bem, porque existe alguém mais gente boa no mundo, que cachorro?
Bendito ParCão!